Já se passaram 2 semanas e cinco dias desde que te tenho...é uma sensação tão boa! Sinto-me protegida, segura, amada, desejada...sinto-me bem comigo e com os outros! Estou tranquila, mas com o desejo de te ter, sempre a flor da pele...
Sinto que te quero sempre por tão perto! Fica comigo neste sonho bom!
29 de agosto de 2010
22 de agosto de 2010
Alguns procuram a felicidade, outros criam-na!
Estou a aprender que para ser feliz, preciso de cair no segredo, tentação!
Vivo cada minuto como se fosse o ultimo, espero por ti na ânsia em que me encontro...sem cessar!
Preciso do teu abraço, do teu carinho, dos teus doces beijos, preciso da felicidade constante, que guardas em ti.
Tenho saudades, mesmo quando estás... estou no inicio de uma dependência, que não quero deixar nunca. Preciso do teu verdadeiro olhar, do teu lindo sorriso, da tua pele suave, das tuas mãos, que me tocam com ternura, dos teus braços que me protegem do frio, preciso do teu calor, da tua respiração. Preciso aproveitar cada segundo ao teu lado, mas tenho medo! Medo de abrir os olhos e ver que ja não estas... medo que esta sensação de bem-estar possa acabar, medo de te perder.
Luto contra quem for preciso...so para te ter! Felicidade esta, que tem de ser agarrada, porque os outros não a possuem nas mãos, e eu entrego-te a minha. A minha alma pertence-te, agora e sempre.
Vivo cada minuto como se fosse o ultimo, espero por ti na ânsia em que me encontro...sem cessar!
Preciso do teu abraço, do teu carinho, dos teus doces beijos, preciso da felicidade constante, que guardas em ti.
Tenho saudades, mesmo quando estás... estou no inicio de uma dependência, que não quero deixar nunca. Preciso do teu verdadeiro olhar, do teu lindo sorriso, da tua pele suave, das tuas mãos, que me tocam com ternura, dos teus braços que me protegem do frio, preciso do teu calor, da tua respiração. Preciso aproveitar cada segundo ao teu lado, mas tenho medo! Medo de abrir os olhos e ver que ja não estas... medo que esta sensação de bem-estar possa acabar, medo de te perder.
Luto contra quem for preciso...so para te ter! Felicidade esta, que tem de ser agarrada, porque os outros não a possuem nas mãos, e eu entrego-te a minha. A minha alma pertence-te, agora e sempre.
Amo-te,
Jose Miguel da Silva França.
15 de agosto de 2010
Deus do Olimpo...
Por vezes existem pessoas na nossa vida, que damos importância, mas não a suficiente, e subestimamo-nos por vezes! Essas pessoas pensam o mesmo...mas passado oito meses descobrimos que...
"O melhor aspecto da relação Caranguejo-Capricórnio é a sua dedicação absoluta um ao outro e seus compromissos mútuos para as metas comuns. Ambos desfrutam luxo e coisas agradáveis, e não têm medo de trabalho duro. Seus interesses mútuos, moralidade estrita e vontade de vencer fazem da sua uma relação altamente compatível."
3 de agosto de 2010
Hoje acordei..
...sem nada no estômago, sem nada no coração, sem ter para onde correr, sem colo, sem peito, sem ter onde encostar, sem ter quem culpar. Hoje eu acordei sem ter quem amar, mas aí olhei no espelho e vi, pela primeira vez na vida, a única pessoa que pode realmente me fazer feliz.
24 de julho de 2010
Sabes?
Como é possível?
Como é possível amar dois seres?
Como é possível amar dois seres tão diferentes?
Como é possível amar dois seres tão diferentes, e magoar ambos?
Como é possível amar dois seres tão diferentes, e magoar ambos? E ainda sair magoada?
Como é possível amar dois seres tão diferentes, e magoar ambos?
Como é possível amar dois seres tão diferentes?
Como é possível amar dois seres?
Como é possível?
22 de julho de 2010
Raiva!!!
Se num dia diz que ama, no outro já diz o oposto!!!
ODEIO-TE!!!
És NADA!!!
E ao mesmo tempo tudo!Saí do meu coração!!!
20 de julho de 2010
Oh meu anjo da guarda, faz-me voltar a sonhar…
Tento chegar a ti, em vão, mas acho que não passa de uma ilusão…ainda procuro por quem não esqueci, em nome de ti! Nunca é demais dizer que quero-te a meu lado, mas o esquecimento ainda não chega e ao gostar de ti, sussurro bem alto ao teu ouvido, tu não tens pele mas eu consigo tocar-te! E grito baixinho ao teu ouvido, tu não tens cor mas mesmo assim eu consigo ver-te. O teu sorriso é bom demais para ficar sentada a olhar, pois tu nem sempre dás a certeza de quereres ficar ao meu lado. Já sobe o que era, e quero voltar a saber, porque existe um paraíso onde se pode pecar, e eu vou lá estar, nas palavras perdidas que ficam por dizer... és tu quem eu escolhi, o meu mundo sem ti é incolor!
16 de julho de 2010
Desculpa-me Mãe!
Desculpa mãe, por não te puder ajudar mais...
Desculpa mãe, por andar cansada e não te ajudar em casa...
Desculpa-me, por querer tanto tirar a carta e ter o carro, e a minha ambição não deixar que te ajude...
Desculpa mãe, por não conseguir deixar um sorriso permanente na tua cara...
Desculpa mãe, por fazer tão pouco por ti...
Desculpa mãe, pelas coisas que te digo, que saem sem querer, mas que te magoam...
Desculpa mãe, pelas idas continuas ao hospital...
Desculpa mãe, pelo dinheiro gasto em hospitais, remédios, gasolina...
Desculpa mãe, pelo exame de portugues negativo...
Desculpa mãe, por não conseguir ir para a faculdade este ano...
Desculpa mãe, por andar desorientada, sem saber o que fazer...
Desculpa mãe, por andar cansada e não te ajudar em casa...
Desculpa-me, por querer tanto tirar a carta e ter o carro, e a minha ambição não deixar que te ajude...
Desculpa mãe, por não conseguir deixar um sorriso permanente na tua cara...
Desculpa mãe, por fazer tão pouco por ti...
Desculpa mãe, pelas coisas que te digo, que saem sem querer, mas que te magoam...
Desculpa mãe, pelas idas continuas ao hospital...
Desculpa mãe, pelo dinheiro gasto em hospitais, remédios, gasolina...
Desculpa mãe, pelo exame de portugues negativo...
Desculpa mãe, por não conseguir ir para a faculdade este ano...
Desculpa mãe, por andar desorientada, sem saber o que fazer...
Desculpa mãe...
11 de julho de 2010
Shrek 4...do melhor!
Hoje fui ao cinema, com o "MEU MAIS QUE TUDO"...adorei ver o Shrek , acho que nunca ninguém se lembraria de apagar o dia do nosso nascimento, está super original! As personagens estão com uma dinâmica fabulosa, e as falas ui....não tenho palavras para descrever...epá, estão demais!! Achei um máximo o contrato por um dia...(as letras pequeninas...aquelas que nunca ninguém lê mas que são as mais importantes... ali é difícil de velas mesmo, mas dá, têm é de fazer um origami! Se não...enfim não prescindem de nada eheh). Achei a moral do filme fantástica, por vezes temos uma vida perfeita e queremos voltar ao passado, pensado que é melhor para nós, e no entanto, quando perdemos o que temos, é que realmente damos valor...gostei especialmente do filme, porque me relembrou da pessoa que eu não posso perder de forma alguma, por mais que seja a rotina, por mais cansaço que haja, pelo stress do dia-a-dia, és tu mor, que ajudas a que tudo seja mais fácil e sem ti nada faria sentido! Enfim és "gatestável"... =D
AMO-TE
9 de julho de 2010
Uma breve despedida...
Era uma vez...Uns seres doces, carinhosos, dosseis, puros, lutadores, ambiciosos e corajosos... que sonhavam ser algo que ainda não queriam ser...
Meninos que, com apenas, 3 anos, nos abraçavam com o coração e ainda assim, faziam o nosso sorrir!Meninos que sentiam as lágrimas dos outros como as suas, e por isso as limpavam...
Serão para sempre, esses Meninos que eu amarei "desde aqui até à lua"...
E...vitória! vitoria! "Acabou-se" a nossa história!
Meninos que, com apenas, 3 anos, nos abraçavam com o coração e ainda assim, faziam o nosso sorrir!Meninos que sentiam as lágrimas dos outros como as suas, e por isso as limpavam...
Serão para sempre, esses Meninos que eu amarei "desde aqui até à lua"...
E...vitória! vitoria! "Acabou-se" a nossa história!
Prelim pim pim a história chegou ao" fim"!
Cartaxeira 2010
8 de julho de 2010
7 de julho de 2010
É ver-te de olhos fechados...
Saudade é melhor que caminhar no vazio, é a única coisa concreta que se possuímos, quando alguém não "está"...
Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue, logo que é desejada...
Saudade é ter tudo e não ter nada...
Saudade.... É ver-te de olhos fechados!
5 de julho de 2010
I need you...
Sinto a tua falta, estamos tão bem, mas tão longe, é tanto tempo sem uma troca de olhares, é tanto tempo sem um parecer, sem uma pequena sílaba da tua voz...quero-te por tão perto...
Sinto saudades, muitas saudades, elas devoram-me e cada dia asfixiam mais. Sinto-me assim, incompleta...Sinto a tua falta porque sinto falta de mim!
3 de julho de 2010
Respeito?? O que é isso?!
Não admito que gritem mais alto do que eu...quando falo num tom normal...
Não admito que me virem as costas quando falo para alguém...
pois quando oiço, olho para os olhos de quem fala!
Não admito que gente que se diz "superior" a mim...deixe pessoas que serve a espera para estar na conversa...
pois alem de prejudicar os outros, não merece tal estatuto!
Não admito faltas de respeito, quando de maneira alguma, as pratico!
Não admito que me virem as costas quando falo para alguém...
pois quando oiço, olho para os olhos de quem fala!
Não admito que gente que se diz "superior" a mim...deixe pessoas que serve a espera para estar na conversa...
pois alem de prejudicar os outros, não merece tal estatuto!
Não admito faltas de respeito, quando de maneira alguma, as pratico!
2 de julho de 2010
Perdida...
Sentada nas nuvens olho para o mundo lá em baixo,
Sinto que as pessoas estão longe de mim.
E estou longe dos outros, e longe, de mim mesma!
Sei que um dia estive perto dos outros..mas agora,
onde estou?
Sinto que as pessoas estão longe de mim.
E estou longe dos outros, e longe, de mim mesma!
Sei que um dia estive perto dos outros..mas agora,
onde estou?
29 de junho de 2010
Significado de Injustiça :
é quando, além de a justiça não ser respeitada por algum(os) indivíduo(s), houver impunidade para esses que burlaram o sistema jurídico, ético ou moral.
Não percebo…
porquê?
27 de junho de 2010
Só as devo a mim mesma!
Cada vez mais...fico farta desta merda, odeio pessoas que não tem vida própria, e por isso inventam e emprenham pelos ouvidos…não tenho paciência para tomar partidos, quando tenho a consciência limpa! Se faço algo, admito-o, mas se não o faço…para quê tomar partido?! Vou morrer de consciência limpa, ao contrário, de outros.
Não sou de ninguém, senão de mim, por isso, satisfações?
Só as devo a mim mesma!
25 de junho de 2010
Semana complicadita...
Sei que a vida não é fácil, não é por acaso que nascemos a chorar...
Por vezes, penso que chorar nem sempre faz bem...esta semana tive os olhos quase sempre lacrimejantes, doloridos, inchados...não tem sido uma semana nada fácil, mas, pelos menos, a PAP (Prova de Aptidão Profissional), já esta concluída e apresentada. Correu bem, penso que consegui inovar pela positiva, e isso deixa-me um pouco mais feliz…Por outro lado sinto cansaço e tristeza em mim…
Quero tanto… e alcanço tão pouco! Preciso do abraço e da tua força em mim!
Por vezes, penso que chorar nem sempre faz bem...esta semana tive os olhos quase sempre lacrimejantes, doloridos, inchados...não tem sido uma semana nada fácil, mas, pelos menos, a PAP (Prova de Aptidão Profissional), já esta concluída e apresentada. Correu bem, penso que consegui inovar pela positiva, e isso deixa-me um pouco mais feliz…Por outro lado sinto cansaço e tristeza em mim…
Quero tanto… e alcanço tão pouco! Preciso do abraço e da tua força em mim!
22 de junho de 2010
Apenas pelas palavras...
A felicidade ou a infelicidade de um Homem não depende da quantidade de propriedades ou ouro que ele possui.
A felicidade ou a miséria residem na alma de cada um, por isso, sinto-me feliz se também o estás…não sou hipócrita, simplesmente digo-te o que sinto…não vou mentir e dizer que não vou ter saudades, porque vou…mas saber que estas melhor, deixa-me com mais vontade de voltar a ver-te…porque sei que quando te voltar a ver de novo, estarás a sorrir.
21 de junho de 2010
Até um dia...chamado sempre!
Ainda me lembro de quem me acolhia nos camponatos, quando a minha mãe não estava, quem me dava a festinha, a palavra de conforto, o abraço após a vitória ou a derrota...até o croquete =)
São momentos que nunca serão esquecidos...és uma mulher fantástica, sempre a ajudar os outros e com um coração enorme!
Ficarás sempre na memoria de quem não esquece!
Ficarás sempre na memoria de quem não esquece!
19 de junho de 2010
A cada dia que passa este poema diz-me sempre mais...
Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio.
Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e nao estamos de maos enlaçadas.
(Enlacemos as maos.)
(Enlacemos as maos.)
Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e nao fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
Mais longe que os deuses.
Mais longe que os deuses.
Desenlacemos as maos, porque nao vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer nao gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
E sem desassosegos grandes.
Sem amores, nem ódios, nem paixoes que levantam a voz,
Nem invejas que dao movimento demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar.
Amemo-nos tranquilamente, pensando que podiamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.
Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento -
Este momento em que sossegadamente nao cremos em nada,
Pagaos inocentes da decadencia.
Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-as de mim depois
sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as maos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças.
E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço.
17 de junho de 2010
Fica dentro de mim...
Fica dentro de mim, como se fosse
eterno o movimento do teu corpo,
e na carne rasgada ainda pudesse
a noite escura iluminar-te o rosto.
No teu suor é que adivinho o rastro
das palavras de amor que não disseste,
e no teu dorso nu escrevo o verso
em pura solidão acontecido.
Transformo-me nas coisas que tocaste,
crescem-me seios com que te alimente
o coração demente e mal fingido;
depois serei a forma que deixaste
gravada a lume com sabor a cio
na carícia de um gesto fugidio.
Fosses tu deus, seria eu o santo
alimentado a areia e gafanhotos,
sem cessar meditando o único nome
que o horizonte deserto não contém.
Sonho que acordo dentro do meu sonho
para o saber mais certo e mais real;
como o místico leio nas entranhas
da ausência a tua sombra desenhada.
E no entanto és gente, sangue e terra,
corpo vulgar crescendo para a morte;
incerto no que fazes, no que sentes,
e cioso do que me dás.
Porque sei que me esqueces é que me lembro
Cada instante o que perco e não vem mais.
eterno o movimento do teu corpo,
e na carne rasgada ainda pudesse
a noite escura iluminar-te o rosto.
No teu suor é que adivinho o rastro
das palavras de amor que não disseste,
e no teu dorso nu escrevo o verso
em pura solidão acontecido.
Transformo-me nas coisas que tocaste,
crescem-me seios com que te alimente
o coração demente e mal fingido;
depois serei a forma que deixaste
gravada a lume com sabor a cio
na carícia de um gesto fugidio.
Fosses tu deus, seria eu o santo
alimentado a areia e gafanhotos,
sem cessar meditando o único nome
que o horizonte deserto não contém.
Sonho que acordo dentro do meu sonho
para o saber mais certo e mais real;
como o místico leio nas entranhas
da ausência a tua sombra desenhada.
E no entanto és gente, sangue e terra,
corpo vulgar crescendo para a morte;
incerto no que fazes, no que sentes,
e cioso do que me dás.
Porque sei que me esqueces é que me lembro
Cada instante o que perco e não vem mais.
In Duende, António Franco Alexandre
Tu tornas-te eternamente responsável por aquilo que cativas...
"(...)
E foi então que apareceu a raposa:
- Boa dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incómodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?
- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Exactamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra...
- Oh! Não foi na Terra, disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.
Mas a raposa voltou à sua ideia.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.
O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! Disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (excepto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu tornas-te eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
E foi então que apareceu a raposa:
- Boa dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incómodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?
- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Exactamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra...
- Oh! Não foi na Terra, disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.
Mas a raposa voltou à sua ideia.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.
O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! Disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (excepto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu tornas-te eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
"O Principezinho", de Antoine de Saint-Exupéry
Para ti...
Ultimamente, passo o tempo a arriscar…Tento apagar uma verdade, com o equívoco da minha confusão...ando perdida, à deriva! Não sei o que sou nem o que quero, agora…
Mas á tarde isso muda…arrisco mais, ainda mais…A minha liberdade ensinou-me que nela se concentra todo o prazer possível, e eu sigo-a.
Desprezo o poder por momentos…
Mas não esqueço o desejo de sentir-te... Esses olhos, que resplendecem como safiras, esses lábios aprazíveis, aquela fragrância da tua pele, tão suave…
É instintivo na minha mente desejar os deleites proibidos…mas, és tão doce!
Quando te desejo, fico com poderes sobre-humanos para alcançar-te, e trespasso-te por uma escassa duração…
16 de junho de 2010
Sou um nada, que é tudo...
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das ideias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Tu podes até empurrar-me de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente... sou diferente! Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentiras. Não sei voar de pés no chão, não me ensinaram, também nao queria... Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma SEMPRE...por isso sou veneno, mel e sal...
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